Escritório Figueiredo e Ferreira representa Colégio Sagrado Coração de Jesus

Escritório Figueiredo e Ferreira representa Colégio Sagrado Coração de Jesus

Escritório Figueiredo e Ferreira representa Colégio Sagrado Coração de Jesus


Autor:
Figueiredo & Ferreira
Publicado em:
10-11-2014 00:00:00
Atualizado em:
19-02-2016 21:59:06

Colégio Sagrado Coração de JesusProcon CampinasFaculdade BSGU


Mais de 200 alunos da Faculdade BSGU, Centro de Ensino e Pesquisa em Moda, Arte e Beleza, que funcionava em Campinas havia um ano, foram deixados na mão depois da instituição fechar as portas sem aviso prévio. O grupo alugava salas do Colégio Sagrado Coração de Jesus, mas durante as férias desocupou o imóvel, deixando para trás uma dívida de locação estimada em mais de R$ 1 milhão, além de alunos e professores sem explicação.

A instituição oferecia cursos de graduação em design de moda e eventos, ambos com duração de dois anos, além de estética e cosmética, com duração de três anos. O grupo também passou a oferecer, para este ano letivo, os cursos de pós-graduação em naturologia e em educação, com duração média de um ano e meio. O custo da pós-graduação em educação, por exemplo, era de R$ 5 mil, ou 15 parcelas de R$ 350,00. A mensalidade do curso de estética custava R$ 625,00.

A dívida da Faculdade BSGU com o Colégio Sagrado Coração de Jesus, além de problemas na gestão da faculdade, interromperam as atividades da instituição. “A dívida já vinha de muito tempo e foi renegociada por diversas vezes, mas o grupo permaneceu inadimplente. No final do ano passado, para não prejudicar o segundo semestre de 2011 dos alunos, ajuizamos um processo para a cobrança. Foi feito um acordo entre as partes e ficou estabelecido um prazo para quitação da dívida ou para que fosse efetuada a desocupação do imóvel”, explica Thomás de Figueiredo Ferreira, advogado do Colégio Sagrado Coração de Jesus.

Conforme foi apurado no processo, a dívida da Faculdade BSGU com o Colégio supera R$ 1 milhão. A instituição tinha mais de 200 alunos e já estava com matrículas confirmadas para o ano letivo de 2012. Quando o colégio foi desocupado, nem os professores foram comunicados sobre os reais motivos. A única explicação foi colocada no site da faculdade em uma carta aberta endereçada aos alunos.

O comunicado diz que a instituição passou por problemas graves na gestão, trazidos à tona após a renúncia do ex-reitor, ocorrida dias antes do início das aulas. Informa ainda que a instituição busca uma rápida e eficaz solução para que as aulas sejam reiniciadas o mais breve possível. O prazo previsto para início das aulas era 27 de fevereiro. A reportagem tentou entrar em contato com a Faculdade BSGU por meio de dois números telefônicos informados no site, mas ninguém atendeu as ligações.

Procon

Além do investimento financeiro, muitos alunos e professores viram os sonhos sumirem junto com a faculdade. “Ninguém deu nenhuma explicação formal. Todos foram pegos de surpresa”, disse um professor. “Vejo isso tudo como uma perda muito grande para os alunos, para os professores e para toda a comunidade, porque era um tipo de formação que não tinha similar na região. Sem falar que tinha muita gente que estava colocando a realização da vida e dos sonhos naquele projeto”, afirmou o aluno C.C., que já havia cursado um semestre de faculdade.

De acordo com o Procon-Campinas, não há registros de reclamação da instituição. Entretanto, a orientação é para que os alunos procurem o órgão para informar os detalhes do que está acontecendo e se informar sobre que medidas tomar. “Tudo indica que já houve um descumprimento do contrato com os alunos e, nesse caso, os alunos já podem pedir o cancelamento da matrícula com devolução de valores pagos. “Aqueles que se sentiram lesados podem pedir indenização na Justiça, se sofreram algum dano material ou moral”, explica a diretora do Procon Viviane Carvalho de Moura Belmont.